quarta-feira, 17 de julho de 2013
Um pesadelo que retratou meu sonho
Acordei numa certa madrugada e não sabia o que fazer para voltar a dormir. Eu Havia tido um pesadelo horrível em que perdia meus pais. E diferente dos milhares de pesadelos que eu já havia tido perdendo eles em acidentes ou catástrofes da natureza, neste eu simplismente crescia. É isso mesmo, eu crescia. Vou explicar melhor. O sonho começava quando eu ainda era uma criança e eu corria pela casa com meu pai atrás de mim representando um monstro com as mãos. Eu já acostumada com a brincadeira rotineira, fugia gargalhando, afinal este monstro diferente dos que eu achava ter no escuro, nunca me machucaria. De repente o meu sonho muda de cenário e logo estou andando pela rua segurando um baldinho pequeno destes de colocar a areia da praia e meu pai no meu lado com um balde maior, nós estavámos indo pegar água e ao chegarmos em casa o balde de meu pai ainda cheio é uma gratificação pelo esforço feito trazendo um balde tão pesado, mas o meu era um motivo de vergonha. O balde estava quase seco já que eu havia o balançado demais enquanto brincava e com isso derramado toda a água. O sonho foca no rosto de meus pais que sorriem e me consolam abundantemente. Subitamente me vejo voltando da escola cansada, minha mãe me chama com a voz cansada também mas eu não me dou o trabalho de ser paciente e respondo nervosa; - O que foi? Ela pede para que eu a ajude em algo e eu o faço rapidamente sem dizer nada, ansiosa para retornar ao meu quarto. Sem dizer quase nada volto para o quarto e durmo. Em seguida me vejo sentada no sofá vendo um programa de Tv, meu pai senta ao meu lado e pede pra mudar de programa, indiferente eu mudo e nem percebo que ele queria conversar um pouco. Logo volto para o quarto. Após isso o pesadelo acaba e eu desesperada percebo que cresci. Percebo que meus monstros não são mais os do escuro, são notas baixas, poucos amigos... Que não tenho não mais nenhum monstro que não machuque, que me faça gargalhar. Percebo que na tristeza, no desamparo, não posso mais olhar para aqueles rostos e ser consolada com seus sorrisos. Afinal eles ainda estão lá, mas estou ocupada demais vivendo minha vidinha e por isso sou agora incapaz de vê-los. Percebo que perdi isso porque cresci e deixei de lado o meu lado tão feliz, tão despreocupado, tão criança. Logo não consiguia dormir porque estava ansiosa pra sorrir ao chegar em casa, conversar com meu pai, abraçar minha mãe, voltar a viver um pouco daquele sonho que vivi um dia. Quando eu ainda entendia que eles estavam lá pra mim, ainda comigo e eu devia mostrar que os amava constantemente porque se os perdesse significaria que uma parte de mim iria com eles.
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