quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Perdoe-me, amor próprio"

Meu coração está doendo.
Minha alma está chorando.
Meu ser, todo ele sofre agora por tua causa.

Por que não deixei que partisse logo?
Que me esquecesse como estava determinado a fazer.
Por que não abri mão de você, de uma só vez ?!

Me entreguei. Novamente. Pra esse amor.
Te confiei. Meu amor. Denovo.

Perdoe-me coração! Perdoe-me por toda a tolisse. Todo o desprezo ao amor próprio.
E minha sanidade. Estou perdendo-a. A cada dia que passa tenho menos dela.

Estou fraca e doente. Os pedaços de mim contaminam vertiginosamente tudo o que tocam.
Pedaços esses que só estão espalhados por tua causa.

Chorei tanto sua falta. Chorei tanto sua fuga de mim. E depois o trouxe.

Perto de mim. Perto assim. Até dói. Dói porque tu mataste o amor que eu tinha por ti.
E agora? Agora quero que te vás.
Pois conheço agora, a dor de te ver partir e aprendi a melhor lidar com ela.
Do que com a de te ter aqui.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Um pesadelo que retratou meu sonho

Acordei numa certa madrugada e não sabia o que fazer para voltar a dormir. Eu Havia tido um pesadelo horrível em que perdia meus pais.  E diferente dos milhares de pesadelos que eu já havia tido perdendo eles em acidentes ou catástrofes da natureza, neste eu simplismente crescia. É isso mesmo, eu crescia. Vou explicar melhor. O sonho começava quando eu ainda era uma criança e eu corria pela casa com meu pai atrás de mim representando um monstro com as mãos. Eu já acostumada com a brincadeira rotineira, fugia gargalhando, afinal este monstro diferente dos que eu achava ter no escuro, nunca me machucaria. De repente o meu sonho muda de cenário e logo estou andando pela rua segurando um baldinho pequeno destes de colocar a areia da praia e meu pai no meu lado com um balde maior, nós estavámos indo pegar água e ao chegarmos em casa o balde de meu pai ainda cheio é uma gratificação pelo esforço feito trazendo um balde tão pesado, mas o meu era um motivo de vergonha. O balde estava quase seco já que eu havia o balançado demais enquanto brincava e com isso derramado toda a água. O sonho foca no rosto de meus pais que sorriem e me consolam abundantemente. Subitamente me vejo voltando da escola cansada, minha mãe me chama com a voz cansada também mas eu não me dou o trabalho de ser paciente e respondo nervosa; - O que foi? Ela pede para que eu a ajude em algo e eu o faço rapidamente sem dizer nada, ansiosa para retornar ao meu quarto. Sem dizer quase nada volto para o quarto e durmo. Em seguida me vejo sentada no sofá vendo um programa de Tv, meu pai senta ao meu lado e pede pra mudar de programa, indiferente eu mudo e nem percebo que ele queria conversar um pouco. Logo volto para o quarto. Após isso o pesadelo acaba e eu desesperada percebo que cresci. Percebo que meus monstros não são mais os do escuro, são notas baixas, poucos amigos... Que não tenho  não mais nenhum monstro que não machuque, que me faça gargalhar. Percebo que na tristeza, no desamparo, não posso mais olhar para aqueles rostos e ser consolada com seus sorrisos. Afinal eles ainda estão lá, mas estou ocupada demais vivendo minha vidinha e por isso sou agora incapaz de vê-los. Percebo que perdi isso porque cresci e deixei de lado o meu lado tão feliz, tão despreocupado, tão criança. Logo não consiguia dormir porque estava ansiosa pra sorrir ao chegar em casa, conversar com meu pai, abraçar minha mãe, voltar a viver um pouco daquele sonho que vivi um dia. Quando eu ainda entendia que eles estavam lá pra mim, ainda comigo e eu devia mostrar que os amava constantemente porque se os perdesse significaria que uma parte de mim iria com eles.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nunca





E eu que havia prometido nunca fazê-lo chorar.
Nunca fazê-lo sofrer.
Nunca decepcioná-lo.
Nunca machucá-lo.
Nunca ofendê-lo.
Nunca desprezá-lo.
Nunca abandoná-lo.
Nunca deixar de amá-lo.
Nem sequer por um segundo que fosse.
 O que eu faço, para recompor seu coração?
E para recompor o meu, o que faço?
Se eu não falasse talvez eu nunca te magoasse. 
Se meu coração se calasse talvez eu nunca deixasse de amá-lo.
 Troquei teu sorriso por lágrimas tuas.
Troquei teu abraço, por uma solidão imensa.
Troquei tua doce voz, por gritos desesperados que vem de mim.
Troquei teu olhar, pelo olhar de ninguém.
Troquei minha alegria por uma tristeza profunda.
Troquei uma vida de sonhos, por uma vida de decepções.
Troquei o nosso amor, por nada.

Capaz...









Se num sopro tu se fosses, e eu me fosse contigo?
E se este sopro nos afastasse, eu me importaria?
E se nos unisse, eu permaneceria contigo?
E se nos fizesse se odiar, o nosso amor se superaria ou nos esmagaria?
E se. É capaz de tudo mudar.
E se não conseguirmos... E se não fossemos... E se não tivéssemos...
O que é capaz de fazer o Amor? Talvez mudar um “e se” para um “e daí”.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Minhas muralhas...



O ano havia passado correndo e eu nem sequer havia conseguido alcança-lo, e quando eu observei o que havia mudado fiquei perplexa, afinal, o que havia mudado?
Na verdade me dei conta de que havia sido eu, o princípio das mudanças.
Hoje em dia não tenho mais um melhor amigo, não existem motivos para isso.
E agora estou incompleta.
Tudo em mim mudou.
Cada momento de meu futuro foi alterado. Meus erros são irreparáveis, e o que eu faço com minha leal, sensata, experiente e insistente consciência, que incansavelmente se esforça para me fazer sentir culpa?
E com forças que nem sei de onde encontro, eu vedo tudo, construo muros imensos para esquecer e esconder o que me foi ensinado, assim então fingindo não existir coisas á mim mesma, coisas que já fazem parte do meu caráter. 
Mas uma muralha está prestes a cair, disto eu sei.


Se trata...





Não se trata de você nem de mim, se trata de nós.
Não se trata do que vai acontecer nem do que aconteceu, se trata do que está acontecendo.
Não se trata de corrigir nem de punir, se trata de recomeçar.
Não se trata de maltratar nem de odiar, se trata de amar.


Era...





Por um segundo eu não soube diferenciar as lágrimas das gotas de chuva.
Se era meu coração que se quebrava ou se era meu eu todo.
Se ainda era amor ou se já era ódio.
Se era você o problema ou se era eu.
Se era o presente que me assombrava ou se era o passado.
Se era você quem eu amava ou se era eu ser amada que eu idolatrava.

O perdido e o encontrado...







Um olhar já triste se perdia.
Enquanto um novo amor nascia.
Como explicar que um novo amor nascia do amor que morria?
Como explicar que alguém se encontrava em alguém que se perdia?
Mas no momento o importante era que algo nascia e não que algo morria.
Era que alguém sorria e não que alguém chorava.
Então o perdido encontrou o que se encontrava.
O sorriso do que se encontrava curou o choro do perdido.
O amor do que se encontrava substituiu o ódio do perdido.
E o perdido se encontrou no que se encontrava, e ali, logo entre eles, o amor do perdido floresceu, e eles se amaram profundamente e eternamente.
Lembrando-se sempre de se encontrar a cada novo dia.

Caindo...





Eu estou caindo e caindo... De novo.
Desviando-me o máximo que posso do que me leva á você.
Mas você espera estar lá na hora certa, no momento certo, para não deixar que eu me machuque.
Mesmo tendo em mente que você mesmo o fará.
E o que se passa pela minha?
Afinal, e quando você me toma, porque eu não me desprendo e caio de uma só vez?
Porque eu o deixo me cuidar, me prender á ti, mesmo sabendo que a queda que me espera ao seu lado é maior e mais tremenda?
E eu continuo caindo e caindo... Nos teus braços.



Acontecendo...





Um coração batendo.
Um amor revivendo.
Um ser horrendo.
Um sentimento tremendo.
Um olhar se escondendo.
Um, dois ou três, e a vida acontecendo, escorrendo, sendo.

Um coração parando.
Um amor morrendo.
Um ser desaparecendo.
Um sentimento tremendo.
Um olhar se perdendo.
Um, dois ou três e a vida acontecendo,
acontecendo, e sempre acontecendo.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Talvez...



 


E se a chuva caísse?
E se nos molhasse?
Você deixaria sua máscara cair?
Você dançaria comigo?
Talvez você se entregasse, se animasse, me amasse.
Talvez você não fingisse, eu não insistisse, fugir não existisse.
Talvez você mudasse, se mostrasse, me iluminasse.
Talvez no nosso eterno começo, você me abraçasse, me tomasse, e nunca mais me soltasse.
Talvez no final eu não chorasse, você não atuasse, ninguém se afastasse.

E eu ainda espero por essa chuva.