domingo, 26 de fevereiro de 2012

Nunca





E eu que havia prometido nunca fazê-lo chorar.
Nunca fazê-lo sofrer.
Nunca decepcioná-lo.
Nunca machucá-lo.
Nunca ofendê-lo.
Nunca desprezá-lo.
Nunca abandoná-lo.
Nunca deixar de amá-lo.
Nem sequer por um segundo que fosse.
 O que eu faço, para recompor seu coração?
E para recompor o meu, o que faço?
Se eu não falasse talvez eu nunca te magoasse. 
Se meu coração se calasse talvez eu nunca deixasse de amá-lo.
 Troquei teu sorriso por lágrimas tuas.
Troquei teu abraço, por uma solidão imensa.
Troquei tua doce voz, por gritos desesperados que vem de mim.
Troquei teu olhar, pelo olhar de ninguém.
Troquei minha alegria por uma tristeza profunda.
Troquei uma vida de sonhos, por uma vida de decepções.
Troquei o nosso amor, por nada.

Capaz...









Se num sopro tu se fosses, e eu me fosse contigo?
E se este sopro nos afastasse, eu me importaria?
E se nos unisse, eu permaneceria contigo?
E se nos fizesse se odiar, o nosso amor se superaria ou nos esmagaria?
E se. É capaz de tudo mudar.
E se não conseguirmos... E se não fossemos... E se não tivéssemos...
O que é capaz de fazer o Amor? Talvez mudar um “e se” para um “e daí”.