O ano havia passado correndo e eu nem sequer havia conseguido alcança-lo, e quando eu observei o que havia mudado fiquei perplexa, afinal, o que havia mudado?
Na verdade me dei conta de que havia sido eu, o princípio das mudanças.
Hoje em dia não tenho mais um melhor amigo, não existem motivos para isso.
E agora estou incompleta.
Tudo em mim mudou.
Cada momento de meu futuro foi alterado. Meus erros são irreparáveis, e o que eu faço com minha leal, sensata, experiente e insistente consciência, que incansavelmente se esforça para me fazer sentir culpa?
E com forças que nem sei de onde encontro, eu vedo tudo, construo muros imensos para esquecer e esconder o que me foi ensinado, assim então fingindo não existir coisas á mim mesma, coisas que já fazem parte do meu caráter.
Mas uma muralha está prestes a cair, disto eu sei.








